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Era uma época de terror... E um imperador terrível dominava e escravizada o povo e Irimar

Bom dia, RPGistas!! Pela manhã sigo tentando botar uma coluna ou um texto com uma cena rápida que possa inspirar vocês para seus RPGs. Segue o texto de hoje!

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Era uma época de terror. E um imperador terrível dominava e escravizava o povo de Irimar...

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Ele se sentou no chão do corredor do palácio com as costas pressionadas contra a parede. Os guardas ainda estavam ali. Ele esticou o pescoço com muito cuidado, inclinando-se para a direita, e conseguiu ver quatro membros da guarda real vestidos em suas características armaduras de placas douradas.

"Você é Athos Irimar", ele pensa, "assassino da realeza do povo dos Irimar, seus planos irão dar certo. Hoje é o fim do reinado daquele maldito imperador tirano. Hoje finda a lenda de Szeth, o sobrevivente, o imperador mais cruel que o povo de Irimar já conheceu".



Athos sorri, satisfeito, assim que escuta o som de quatro corpos caindo no corredor. Para que habilidades sobrenaturais ou mágica para se fazer o impossível quando se tem inteligência? E contatos... afinal, alguns conhecidos seus haviam drogado a comida dos guardas para que ele pudesse assassinar o rei. E Athos era piedoso. Os guardas eram também de um povo dominado, não mereciam perecer. Por isso, um poderoso sonífero era mais do que o suficiente.

Ele então se levantou, em um pulo gracioso, e passou vagarosamente pelos corpos dos guardas caídos no chão. Um sorriso confiante agora cruzava seu rosto, numa mistura de alegria e de orgulho. Com muito cuidado, abriu a porta, sem fazer barulho, e entrou nos aposentos reais: uma sala, agora escura, com os mais variados adornos nas paredes e uma enorme cama bem em seu centro.

Athos se aproximou, os pés leves. A tensão finalmente o havia atingido. O suor escorria pelo seu rosto conforme ele via a cama crescer em sua frente. Os olhos fixos na figura adormecida. O sangue pulsava forte, mas ele mantinha a compostura, dando passos precisos e silenciosos. Quando estava bem próximo, deu um salto e cravou seu punhal no peito do rei.

Ele suspirou de alívio. E uma lágrima chegou a escorrer por seu rosto. Seu corpo, porém, foi repentinamente atirado contra a parede por uma força absolutamente esmagadora. Por um momento, ele ficou flutuando, com os olhos esbugalhados, tal era a força que agora o prendia contra a parede. O ar fugia dos pulmões. E os ossos começavam a trincar. Athos sentia que estava para morrer.

"Você realmente achou que seria fácil assim", perguntou uma voz rouca, que vinha de uma poltrona situada em um canto obscuro da sala. "Eu não sou Szeth, o sobrevivente. Sou Szeth, o imortal", ele disse. E, com um simples gesto de sua mão direita, aumentou ainda mais a pressão sobre o corpo, agora frágil, de Athos. "Eu sou o Lich, eu sou o Necromante", ele bradou.

O ar nos pulmões de Athos agora havia quase se esvaído. E ele olhava com olhos vermelhos e esbugalhados para a criatura morta-viva em sua frente. Sua expressão era de total e absolutao terror. Szeth sorriu, satisfeito. Aquilo era tudo o que queria.

Com mais um gesto de sua mão, ele esmagou o corpo do assassino que, logo em seguida, caiu inerte no chão. "Inseto", o Lich sussurrou, conforme andava calmamente até sua poltrona e pensava nos próximos objetivos de seu império.

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