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[Podcast e Artigo] Pensando RPG #216 - Três tipos diferentes de Heróis


Bom dia, RPGista! Segue mais um podcast super legal para vocês, hoje também com um artigo logo abaixo com as informações sobre as quais irei falar! Enfim...

Hoje, falo sobre três diferentes tipos de heróis: O Herói Grego, o Herói Medieval e O Herói Contemporâneo. Ao longo do podcast, falo sobre a sociedade grega, a sociedade do período medieval e a sociedade contemporânea para conseguirmos entender melhor como ocorre a construção dos heróis em cada período.

Duração: 13m03s
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O Herói Grego

Uma das características do herói grego é a sua busca eterna pela "boa morte". Esse é o conceito de guerreiros e heróis que buscam a imortalidade por meio dos seus atos nos campos de batalha. A ideia é perecer em combate, sendo imortalizado nos contos dos poetas (como Homero, que contou as histórias de Aquiles, Odisseu, etc). Trata-se de um mundo em que você é aquilo que falam sobre você, logo de nada adiantam seus grandes feitos se não forem contados e imortalizados pelo poetas e outros. Logo, um ato só é heroico se for contado e imortalizado. O herói grego busca morrer jovem, no seu ápice físico e mental, pois seria essa também sua forma no outro mundo.

Busca-se o sacrifício e a "morte", mas ela precisa ser boa. Isto é, no campo de batalha, realizando algo grandioso para ser imortalizado e no ápice físico e mental. Por isso Aquiles vai para a Guerra de Tróia mesmo sabendo que vai morrer (mas será imortalizado). E por este mesmo motivo que os heróis gregos eram os primeiros a partirem para o ataque, junto com suas infantarias, como vemos na investida inicial de Aquiles no filme Troia.


O Herói Medieval

Esse é o claro exemplo do cavaleiro medieval, aquele herói que, assim como o grego, busca a morte, busca o sacrifício. No entanto, esse sacrifício não precisa ocorrer na frente de todos e nem ser cantado e contado pelo poetas para que seja heroico e validado. Pelo contrário, o herói medieval busca a morte e o sacrifício para si, ele sabe que é um herói e cometeu uma ação heroica. E a ideia de fazer o bem e tomar a decisão certa, salvar o mundo, mesmo que ninguém saiba disso. Pois a validação do ato heroico é interna e não externa como no período grego.

Isso se dá pela mudança de uma sociedade grega em que a validação ou reprovação era externa, em que você possuía vergonha de cometer atos ruins ou ilícitos quando tais atos se tornavam públicos. Na sociedade medieval, que é uma sociedade católica, temos uma sociedade em que se sente culpa pelos pecados cometidos, em vez de vergonha, isto é, independente de outros saberem ou não. Logo, o mesmo ocorre com a ação heroica. Mesmo que apenas você saiba, isso já é o bastante, pois a validação ocorre de maneira interna.


O Herói Contemporâneo

Esse tipo de herói, ao contrário do herói medieval, busca não a morte, mas a sobrevivência. E a busca pela sobrevivência se dá justamente para que a própria pessoa possa testemunhar aquilo que viu e viveu e assim haver uma validação pública, como na Grécia, de seu heroísmo. Esse testemunho também pode vir de outros, mas é importante que o herói tenha sobrevivido aos acontecimentos e superado aqueles obstáculos. É o que vemos com muitas celebridades de hoje, que sempre contam de sua luta contra alcoolismo, bullying, entre outros.

Temos um grande exemplo desse tipo de herói Malévola. Antes era uma vilã. E sua transformação para herói se dá quando o testemunho da princesa Aurora nos revela a sua história, de ter sua asas arrancadas e de depois se superar!

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