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Após pedir ajuda aos espíritos, homem descobre o maior tesouro anglo-saxão da história!

Num fatídico dia de 2009, Terry Hebert fez uma descoberta que mudou a sua vida ao encontrar o agora famoso Tesouro de Staffordshire, que contém inúmeras peças extremamente valiosas e que acabou sendo vendido por um total de mais de 3 milhões de libras. Trata-se do maior tesouro anglo-saxão já encontrado, contendo quase que em sua totalidade peças militares, como pedaços de elmos luxuosos, adornados a ouro, bainhas de espadas de pratas e ouro, etc. No total, o tesouro possui quase 4.600 peças, entre itens e pedaços de metais preciosos, como 5,1kg de ouro e 1,4kg de prata e data do século VII (650-675). A sua descoberta ocorreu na vila de Hammerwich, em Staffordshire, na Inglaterra. 


A forma, porém, como a descoberta foi feita é que foi um tanto quanto não usual. Terry Hebert era um aficionado por detecção de metais. Aos 55 anos de idade, na época desempregado, ele comprara um velho detector de metais que estava parado em uma garagem e decidira se dedicar ao hobby, com a esperança de encontrar algo, sempre cantarolando: "Espíritos antigos, guiem-me para onde apareçam as moedas".

E era o que ele fazia, até que decidiu pedir para investigar as terras de um amigo seu, Fred Johnson, que era um agricultor da região. E Fred disse que sim, pedindo apenas que Terry encontrasse uma chave inglesa que ele havia perdido por suas terras.

Foi então que Terry Hebert partiu em sua empreitada. Mas, dessa vez, ele decidira cantarolar algo diferente, trocando a palavra moedas de sua canção para ouro em seu pedido aos espíritos antigos! E, bem, suas preces aparentemente foram atendidas, já que ele acabou encontrando o Tesouro de Staffordshire.


Após encontrar as primeiras peças, ele e Fred seguiram escavando, sem saber muito o que fazer com a descoberta. No final, acabaram entrando em contato com os museus e vendendo o tesouro por mais de 3.280.000 libras. Os dois, porém, discutiram muito sobre quais valores cada um deveria receber, o que fez com que acabassem deixando de se falar. Isto é, acabaram ricos e acharam um tesouro, mas, no fim da história, perderam também uma amizade.

Terry Hebert, examinando peças do Tesouro de Staffordshire no British Museum em 2009

Fontes: The Staffordshire Hoard e Clarín

Imagens: Jon Callas, David Rowan e Portable Antiquities Scheme, via Wikicommons

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